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“Regras” Lenços namorados

Existem algumas regras a seguir (ou não🙂 ), quando se pretende fazer um lenço dos namorados. Vou aqui listar algumas (retiradas do ‘Caderno de Especificações para a Certificação Lenços de Namorados do Minho – Edição 2007’ – ADERE-MINHO). Para uma informação mais completa consultar: http://www.adereminho.pt/lencos/pt/pdf/adereminho_caderno_lencos.pdf

1) TECIDOS
“É admissível a utilização de tecidos, em tafetá, de linho, caseiro ou industrial e de algodão. Pode aceitar-se a possibilidade de tecidos serem urdidos a algodão e tapados a linho, o chamado meio linho. Se a composição do tecido importa, também importa o respeito por uma textura adequada à finalidade original de um lenço, pelo que são de rejeitar tecidos, mesmo que de linho, cuja textura seja grosseira.”

2)LINHAS
– “Neste entendimento, relativamente às marcas Âncora e DMC, tradicionalmente usadas pelas
bordadeiras dos lenços, podem usar-se as meadas de 1 fio, nº 25, as meadas de 6 fios nº 20 ou 25 (bordar com 2 fios). Também se aceita o perlé de 1 fio, nº 12.
Para as rendas de farpa (crochet) as linhas mais usadas são os números 20 e 30 das mesmas marcas Âncora e DMC.
– Não há qualquer limitação ao uso das cores. Em termos de certificação, fica interdito o uso de linha
matizada, do que se exceptuam os bordados monocromáticos, ou seja, quando se está a bordar um lenço
numa mesma cor, pode-se bordar com linha matizada.
NOTA: as marcas referidas servem apenas de referência.

3) DIMENSÃO E FORMA
– Os lenços devem ter medidas situadas entre um mínimo de 35 centímetros e um máximo de 75 centímetros ( um dos lados). (É muito frequente ver lenços com dimensões inferiores, como é o caso dos que eu fiz :))

4) PONTOS DE BORDADO
– Praticamente todos os pontos podem ser utilizados, usualmente pontos com pouca complexidade.
Ter em atenção:
– PONTO CRUZ: não se deve utilizar o ponto cruz quando o lenço apresenta em maioria outros pontos de bordado, a não ser quando é utilizado como uma simulação de rede.
– BAINHAS ABERTAS: podem-se utilizar linhas de uma ou de várias cores mas, em qualquer dos casos, das mesmas cores presentes no restante bordado. Também a expressão da largura das bainhas abertas não deverá exceder 10% da largura do lenço.
– O bordado à máquina só é aceitável no caso da manufactura de réplicas exactas, ou seja quando o
original o ostenta.

5) REMATES

-Quando não há bainha o remate pode ser bordado com ponto de recorte, ou feito com picot ou pela aposição de uma renda. As rendas também se podem encontrar numa bainha com dobra.
– As bainhas podem ser rematadas com trinca fio, como é muito característico do bordado de Viana do Castelo, constituindo outras possibilidades o remate a ponto de galo ou espinha de peixe ou ponto de formiga.

6) TEXTOS

– Os erros ortográficos que, muitas vezes, se encontram nos textos dos lenços antigos explicam-se pelas características da pronúncia minhota transcrita foneticamente por quem tinha um domínio imperfeito da escrita da língua portuguesa. Admite-se a reprodução dos erros ortográficos presentes nos modelos antigos mas não se aceita, nem por qualquer outro modo se legitima, a invenção de erros inexistentes na pronúncia local.

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